Luz dos Olhos

O que foi dito era que todo o mal saia de dentro
daqueles olhos grandes, quase negros.
Cheios de uma mágia de alegria mística e
embebedados numa melancolia silenciosa.
Eles que sozinhos ilusionam portos que nunca chegam e
se inebriam numa mera mudança de estação.

Como poderiam mal fazer se o único mal que fazem detém para si próprios?
Como poderiam fazer tão mal por fora, se por dentro era de amor que falavam?

Das coisas que se tinham pra ver eles buscaram ver além,
Encararam fagulhas, fiapos e faiscas. Sobreviveram, não sem dor!
Conseguiram encontrar o que se escondia por detrás do forte.
Era feito de luz! Muita luz. Nada se via, além da luz era só o sentir!
Eles gostariam de ali ficar, mas ela não poderia existir se ali permanecessem.

Então pra que a luz existisse. Os olhos se fecharam,
sendo esse o maior mal feito por e para aqueles observadores,
que livres ainda imaginam e acreditam
que a luz um dia vai brilhar em todo lugar.

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