quatro anos

Suave coisa nenhuma fechou mais um ciclo, agora são quatro anos nessa sacola digital. U huuuuuuu! Parabéns pra ele! rs O problema é que eu tenho a memória fraca e não sirvo pra fazer grandes balanços do que ficou pra trás, muitas das coisas que vivi já foram pra gaveta do esquecimento. Maaaaaaaas com essa nova brincadeira séria de pensar no tempo e ficar observando seu movimento, quero tentar entender o que se movimentou por aqui.

É claro! Escrevi muito menos do que deveria. Queria ter feito mais! Algumas idéias se limitaram ao meu caderno velho de páginas amareladas, (também gosto dessa possibilidade analógica, da escrita pelo próprio punho, do tempo que se deixa impresso na cor do papel) outras delas ficaram só em pensamento, não se tornaram nada e se dissolveram na minha mente sem deixar lembranças. Ai, entre o que ficou e o que se perdeu, breves devaneios e pensamentos, partes dessa história vieram pra cá.

Lendo antigos posts consigo fazer uma curta viagem no tempo através desses quatro anos, na verdade, um pouco mais até pq algumas coisas foram retiradas de antigas anotações, escritas antes mesmo da criação desse espaço. Mas enfim, o que será que eu quis dizer com tudo isso? Não sei! Suave coisa nenhuma nunca teve a claridade e um objetivo certo de dizer alguma coisa que fizesse sentido, exterior a mim, obviamente! As palavras escolhidas foram as que mais se aproximavam do sentimento. As tristezas foram mais produtivas que as alegrias, não mais inspiradoras, mas quando se esta na zona de corforto da felicidade existe a tendência de se viver mais do que pensar. (Graças a Deus!)

Ainda que pareça meio depressivo, e talvez até seja, eu vejo uma beleza na tristeza e tenho até um certo gosto por ela exatamente por essa reflexão. O lance é que essa é uma dor poética, uma dor na alma, uma dor em ser e qdo se atinge as camadas mais profundas de você mesmo a dor parece uma chave pra se libertar dela mesma e ai a própria se transforma em calmaria. Não sei se consegui explicar exatamente o que eu queria dizer, mas acho bonita essa tristeza!

Explicar o que eu sinto racionalmente sempre foi tão difícil, mas o sentimento também sempre foi tão complexo e particular e na cabeça sempre ecoou esse abismo da distância entre eu e você. Em certas partes ele existe pq somos dois universos aleatórios, mas em outras a distância foi criação da minha própria mente! Por isso se fez necessário sair da zona de conforto da comunicação e fazer força pra dizer efetivamente o que se passa no meu universo.

Então o grande movimento talvez tenha sido esse, que ainda continua se fazendo entender melhor a cada dia. Entender que é preciso dizer, colocar pra fora de qualquer forma, arrancar de dentro mesmo que doa e que ninguém entenda. E depois de feito isso, é preciso alcançar o outro, estabelecer pontes de comunicação, uma via de duas mãos. Porque não estamos sozinhos, nem precisamos ficar! Acho que é isso que o tempo vem trazendo, a consciência da nossa própria existência.

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