Repara

As flores coloriam a paisagem que não trazia grandes novidades
O silêncio já era de costume, o choro calado vez ou outra gritava.
A suspresa não era o fato em si, mas a hora. “Por quê agora?!”

Naquele dia, não haviam flores, nem choro, nem grito.
O silêncio se surpreendeu com a chuva, que caiu devagar.
Naquele dia o movimento era outro. Ninguém percebeu!

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Costume

Ele nunca mais a perdoou
Sofreu como nunca antes.
Ela nunca mais sofreu
Perdoou o antes que doesse.

Daquilo tudo que já não é
não foram acertos nem erros
Nem vontades, nem verdades.

Ele lhe daria o mundo,
que acabou se tornando grande demais pra sacola
Ela lhe entregaria a vida,
mas teve medo de ultrapassar a distância que os separava

Hoje são estranhos e vivem felizes
Se acostumaram a deixar pequenos pedaços pelo caminho.